terça-feira, 4 de outubro de 2016

Mudanças!

A nova dieta  

O novo estilo de vida saudável!

E lá saí da minha primeira consulta de Nutrição, decidida a mudar de vida. De facto ter um corpo de 55 numa personalidade de 25 anos não ajudava em nada. Logo eu, que sempre fui extrovertida, logo eu que sempre fui aquela que fazia os outros rir. Logo eu, que nunca tive confiança em mim mesma…
Mesmo antes de regressar a casa e poder cimentar tudo aquilo que tinha aprendido na consulta de Nutrição, passei por um supermercado. Com o meu novo plano alimentar em punho, tentei cumprir à regra tudo aquilo que me tinha sido “prescrito”. Confesso, foi uma aventura!
Lição de sobrevivência número 1 – fazer dieta não é barato!
De qualquer maneira, fui uma aluna exemplar desde o primeiro dia e passo a descrever-vos o meu dia-a-dia, no que concerne ao meu novo plano alimentar:
Logo pelas 07h30 da manhã, bem antes de sair de casa, apenas me era permitido comer 1 iogurte sólido magro, sem açúcar, acompanhado de 1 colher de sopa de aveia, 1 colher de sopa de linhaça e uma colher de chá de canela. O leite foi completamente abolido da minha nova alimentação, assim como o pão, pelo facto de este conter fermento, uma matéria que em nada me auxiliaria neste processo de perda de peso.
Por volta das 09h30/10h00, comia uma peça de fruta e uma porção de gelatina, daquelas de 10 kcal.
Antes do almoço, mais ou menos às 11h30 comia um queijo fresco magro pequeno, com um pouco de pimenta (aprendi que a pimenta é uma óptima aliada no aceleramento do nosso metabolismo, principalmente para aqueles que pretendem perder peso).
Durante a minha hora de almoço, podia comer qualquer proteína, desde que magra, grelhada ou cozida, como carnes brancas e peixe, acompanhada de salada ou vegetais. Resumidamente, o meu prato tinha que seguir um esquema, que era mais ou menos este: metade proteína e outra metade legumes e/ou salada.
Assim, ficavam de parte quaisquer tipos de hidratos de carbono, açucares, fritos, e pão.
Durante o lanche, comia 3 bolachas “marinheiras”, com uma fatia de fiambre de perú em cada uma delas, acompanhada de 1 queijinho da vaca que ri (a versão light), ou de um mini queijinho babybel. Introduzi os frutos secos na minha alimentação, e ao lanche comia umas 4 nozes (fiquei viciada em frutos secos, confesso!).
Ao jantar, apenas comia sopa (sem batata, sem cenoura, e com muita curgete!), e antes de me deitar podia comer uma gelatina, caso tivesse fome.
Durante o dia era muito importante assegurar que bebia muita água, cerca de 1litro e meio a 2litros/dia. Não acreditam na importância que a água teve e ainda tem em todo este processo.
Conseguem imaginar a diferença que eu senti logo numa primeira fase? Sim, o meu corpo começou aos poucos a responder a este novo incentivo de comer menos e melhor, mas confesso: foi muito, muito difícil a adaptação. Passar de um 8 para um 80. Todos os dias estava a maltratar o meu corpo, com as quantidades industriais de açúcar e gorduras más que ingeria. Com o sedentarismo que impunha a mim mesma. 

Hoje sei que 70% daquilo que somos devemos àquilo que comemos. Como me poderia sentir com energia se comia tanto açúcar?

Agora que já conhecem a minha dieta inicial posso confidenciar-vos: esta é ainda a dieta que me acompanha no meu dia-a-dia, mais com uma diferença: hoje os pratos que cozinho são muito mais saborosos, vistosos e adivinhem… descobri um hobbie novo: o gosto pela cozinha!

No próximo post irei falar-vos sobre a fase inicial da dieta: as dificuldades emocionais e psicológicas com as quais me deparei, a forma como me defendi de mim mesma, a forma como superei todas as tentações que teimavam em não sair da minha frente.
E sim… o açúcar é uma droga. E sim, passamos por uma quase “desintoxicação” de açúcar.


Deixo-vos uma foto daquilo que eu nunca quererei voltar a ser. Desta foto apenas quero conservar uma coisa: o meu sorriso. 
Esse, que nunca desapareça!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Sim, aceita que engorda menos! :-)

“Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos”. (Eduardo Galeano)


Olá a todos! O meu nome é Telma, tenho 26 anos e vivo em Lisboa.


Decidi escrever um blogue. Porquê? Para vos dar a conhecer um pouco da minha história, que penso que poderá ser inspiradora para
muitas pessoas que, como eu, estão a pensar em mudar a sua vida – para melhor. Para quem, como eu, quer aprender a gostar de si mesmo. Para vos provar que de facto é mesmo possível adquirir hábitos de vida saudáveis.
Aceita que engorda menos. Foi este o meu primeiro pensamento quando decidi mudar de vida. Mudar de vida, literalmente. Prefiro não falar em dietas, mas sim adoptar um estilo de vida saudável. E é tão bom aprender a comer. É tão bom descobrir novos paladares! É tão bom criar novas rotinas, sendo uma delas o planeamento de refeições que nos vão fazer sentir mais saudáveis, mais orgulhosos de nós mesmos e que sobretudo fazem um brilharete com os colegas de trabalho! J “Oh Telma, a tua comida é tão bonita!”.
E de repente, sem ter qualquer formação na área da nutrição, tinha colegas e amigos a pedirem-me conselhos, tal era o empenho e a alegria que eu demonstrava por cada quilo perdido, por cada vitória que conquistava! A marmita que levo para o trabalho é um grande motivo de orgulho para mim! Deixei de lado os pacotes de bolachas com os quais me empaturrava durante as longas horas em que passo no escritório. Mudei a tendência de comprar roupas largas para me disfarçar dentro delas. Decidi enfrentar um desafio, talvez o desafio mais difícil da minha vida. E estou a conseguir.
Uma bela manhã, em que tinha marcada uma consulta de Medicina no Trabalho deparo-me com a realidade, aquela realidade que eu não queria ver, que estava bem diante dos meus olhos: eu era obesa, eu sou obesa. A enfermeira alertou-me para as consequências nefastas que o meu estilo de vida não saudável poderiam trazer para a minha saúde: desenvolver doenças cardiovasculares e diabetes, por exemplo.
A partir daí, marquei uma consulta de nutrição. A primeira consulta foi terrível. Foi um abrir de olhos, foi o “tocar com o dedo na ferida”.

Panorama geral: tinha 25 anos, num corpo de 55 anos. Sim, é verdade. A idade do nosso corpo pode mesmo ser diferente da nossa idade de nascimento, e a minha era o dobro daquilo que eu pensava ser/ter. Tinha 93 kg e cerca de 42,5% do meu corpo era gordura ou massa gorda.


Prontos para me conhecerem o final da minha aventura? ;-)