A nova dieta
O novo estilo de vida saudável!
E lá saí da minha primeira consulta de Nutrição, decidida a
mudar de vida. De facto ter um corpo de 55 numa personalidade de 25 anos não
ajudava em nada. Logo eu, que sempre fui extrovertida, logo eu que sempre fui
aquela que fazia os outros rir. Logo eu, que nunca tive confiança em mim mesma…
Mesmo antes de regressar a casa e poder cimentar tudo aquilo
que tinha aprendido na consulta de Nutrição, passei por um supermercado. Com o
meu novo plano alimentar em punho, tentei cumprir à regra tudo aquilo que me
tinha sido “prescrito”. Confesso, foi uma aventura!
Lição de sobrevivência número 1 – fazer dieta não é barato!
De qualquer maneira, fui uma aluna exemplar desde o primeiro
dia e passo a descrever-vos o meu dia-a-dia, no que concerne ao meu novo plano
alimentar:
Logo pelas 07h30 da manhã, bem antes de sair de casa, apenas
me era permitido comer 1 iogurte sólido magro, sem açúcar, acompanhado de 1
colher de sopa de aveia, 1 colher de sopa de linhaça e uma colher de chá de
canela. O leite foi completamente abolido da minha nova alimentação, assim como
o pão, pelo facto de este conter fermento, uma matéria que em nada me
auxiliaria neste processo de perda de peso.
Por volta das 09h30/10h00, comia uma peça de fruta e uma
porção de gelatina, daquelas de 10 kcal.
Antes do almoço, mais ou menos às 11h30 comia um queijo
fresco magro pequeno, com um pouco de pimenta (aprendi que a pimenta é uma
óptima aliada no aceleramento do nosso metabolismo, principalmente para aqueles
que pretendem perder peso).
Durante a minha hora de almoço, podia comer qualquer
proteína, desde que magra, grelhada ou cozida, como carnes brancas e peixe,
acompanhada de salada ou vegetais. Resumidamente, o meu prato tinha que seguir
um esquema, que era mais ou menos este: metade proteína e outra metade legumes
e/ou salada.
Assim, ficavam de parte quaisquer tipos de hidratos de
carbono, açucares, fritos, e pão.
Durante o lanche, comia 3 bolachas “marinheiras”, com uma
fatia de fiambre de perú em cada uma delas, acompanhada de 1 queijinho da vaca
que ri (a versão light), ou de um mini queijinho babybel. Introduzi os frutos
secos na minha alimentação, e ao lanche comia umas 4 nozes (fiquei viciada em
frutos secos, confesso!).
Ao jantar, apenas comia sopa (sem
batata, sem cenoura, e com muita curgete!), e antes de me deitar podia comer
uma gelatina, caso tivesse fome.
Durante o dia era muito importante
assegurar que bebia muita água, cerca de 1litro e meio a 2litros/dia. Não
acreditam na importância que a água teve e ainda tem em todo este processo.
Conseguem imaginar a diferença que eu senti logo numa
primeira fase? Sim, o meu corpo começou aos poucos a responder a este novo incentivo
de comer menos e melhor, mas confesso: foi muito, muito difícil a adaptação.
Passar de um 8 para um 80. Todos os dias estava a maltratar o meu corpo, com as
quantidades industriais de açúcar e gorduras más que ingeria. Com o
sedentarismo que impunha a mim mesma.
Hoje sei que 70% daquilo que somos
devemos àquilo que comemos. Como me poderia sentir com energia se comia tanto açúcar?
Agora que já conhecem a minha dieta inicial posso confidenciar-vos:
esta é ainda a dieta que me acompanha no meu dia-a-dia, mais com uma diferença:
hoje os pratos que cozinho são muito mais saborosos, vistosos e adivinhem… descobri
um hobbie novo: o gosto pela cozinha!
No próximo post irei falar-vos sobre a fase inicial da
dieta: as dificuldades emocionais e psicológicas com as quais me deparei, a
forma como me defendi de mim mesma, a forma como superei todas as tentações que
teimavam em não sair da minha frente.
E sim… o açúcar é uma droga. E sim, passamos por uma quase “desintoxicação”
de açúcar.
Deixo-vos uma foto daquilo que eu nunca quererei voltar a
ser. Desta foto apenas quero conservar uma coisa: o meu sorriso.
Esse, que
nunca desapareça!
