Durante todo este processo de
aquisição de hábitos de vida saudáveis cheguei a uma conclusão muito
importante: temos que comer para emagrecer.
Quando referi que os primeiros dias
ou até meses de mudança de hábitos alimentares são muito difíceis acreditem: eu
não estava a exagerar.
E porque é que digo isto?
Conto-vos a minha experiência.
Numa primeira fase, ou seja, quando
tomamos consciência de que temos que fazer alguma coisa por nós, o primeiro
pensamento é o seguinte: dieta, restrição, falta de prazer, comer pouco, enfim:
passar/ter fome.
E ao mesmo tempo em que pensamos
em restrição (algo que para quem tem uma compulsão alimentar é altamente
ameaçador), surge-nos no horizonte outro grande pensamento: o medo da mudança,
o medo do desconhecido. Como assim?
Durante anos e anos fui educada a
alimentar-me de um certo modo, que hoje sei que de todo não era o mais
correcto. Não por culpa de ninguém, a não ser de mim mesma.
Quando somos obesos seguimos um
certo esquema alimentar que em nada se parece com um esquema: basicamente
comemos tudo aquilo que nos apetece, ou em suma, tudo aquilo que nos dá prazer.
E depois a culpa, ou o descontrolo, ou a tristeza. E o pior disso tudo? Quando
perdemos a noção do equilíbrio.
E agora que decidimos mudar, a
primeira pergunta que surge é a seguinte: quais os primeiros passos a dar? O que
é que posso comer? A minha dieta diária irá ser baseada numa alimentação
monótona? Sem sabor? Onde é que irá parar a minha motivação no meio disto tudo?
Irei eu conseguir levar isto avante? Falta-me a coragem, falta-me a motivação? Como
é que sei que estou a ter escolhas acertadas ou saudáveis, se nem um rótulo eu sei
ler?
Não posso comer alimentos ricos
em açúcar. Ok, até aí tudo bem.
Entretanto, numa ida ao supermercado chegou a
altura de fazer escolhas. Boas escolhas. Vou eliminar o açúcar.
Então e os glícidos, a dextrose, a
maltose, a maltodextrina, a frutose e o xarope de milho? Tudo isto é açúcar.
Açúcar mascarado.
Tudo isto requer tempo, paciência
calma, auto-controle, motivação e acima de tudo: força de vontade.
Boas notícias para quem quer
adoptar um estilo de vida mais saudável: não estamos sozinhos nesta luta. Não
podemos fechar-nos numa bolha.
Hoje em dia a internet é um mundo sem fim de
sites e páginas de facebook de onde podemos retirar alguma inspiração.
E para além disso, pode funcionar
como uma terapia: partilhar com os outros tudo aquilo que de bom temos feito.
As nossas comidas, os nossos desabafos, as nossas experiências.
Nestes últimos tempos tenho-me
apercebido de que cometo erros alimentares quando já passei há muito da hora em
que deveria ter comido. Ou seja, para que isso não aconteça deixo-vos uma dica
importante, que me tem ajudado bastante: levem a vossa comida para todo o lado.
Não passem muitas horas sem comer.
E nunca se esqueçam: nós somos
aquilo que comemos!

Pois é, Telma. Não estamos em dieta... estamos a ser saudáveis e isso também é comer, só que melhor! Às vezes até mais, mas sempre melhor!
ResponderEliminarSou nova nestas andanças dos blogues, mas a minha mudança de vida já a trago desde Janeiro, com menos 21 quilos deixados para trás... e uns outros 21 pela frente!
Acompanha-me nesta "luta". Acompanhadas é tão mais fácil...
Um beijinho,
http://obiquinidourado.blogspot.pt/