quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Medo do desconhecido

Durante todo este processo de aquisição de hábitos de vida saudáveis cheguei a uma conclusão muito importante: temos que comer para emagrecer.
Quando referi que os primeiros dias ou até meses de mudança de hábitos alimentares são muito difíceis acreditem: eu não estava a exagerar.
E porque é que digo isto? Conto-vos a minha experiência.

Numa primeira fase, ou seja, quando tomamos consciência de que temos que fazer alguma coisa por nós, o primeiro pensamento é o seguinte: dieta, restrição, falta de prazer, comer pouco, enfim: passar/ter fome.
E ao mesmo tempo em que pensamos em restrição (algo que para quem tem uma compulsão alimentar é altamente ameaçador), surge-nos no horizonte outro grande pensamento: o medo da mudança, o medo do desconhecido. Como assim?
Durante anos e anos fui educada a alimentar-me de um certo modo, que hoje sei que de todo não era o mais correcto. Não por culpa de ninguém, a não ser de mim mesma.
Quando somos obesos seguimos um certo esquema alimentar que em nada se parece com um esquema: basicamente comemos tudo aquilo que nos apetece, ou em suma, tudo aquilo que nos dá prazer. E depois a culpa, ou o descontrolo, ou a tristeza. E o pior disso tudo? Quando perdemos a noção do equilíbrio.
E agora que decidimos mudar, a primeira pergunta que surge é a seguinte: quais os primeiros passos a dar? O que é que posso comer? A minha dieta diária irá ser baseada numa alimentação monótona? Sem sabor? Onde é que irá parar a minha motivação no meio disto tudo? Irei eu conseguir levar isto avante? Falta-me a coragem, falta-me a motivação? Como é que sei que estou a ter escolhas acertadas ou saudáveis, se nem um rótulo eu sei ler?
Não posso comer alimentos ricos em açúcar. Ok, até aí tudo bem. 
Entretanto, numa ida ao supermercado chegou a altura de fazer escolhas. Boas escolhas. Vou eliminar o açúcar.
Então e os glícidos, a dextrose, a maltose, a maltodextrina, a frutose e o xarope de milho? Tudo isto é açúcar. Açúcar mascarado.
Tudo isto requer tempo, paciência calma, auto-controle, motivação e acima de tudo: força de vontade.
Boas notícias para quem quer adoptar um estilo de vida mais saudável: não estamos sozinhos nesta luta. Não podemos fechar-nos numa bolha. 
Hoje em dia a internet é um mundo sem fim de sites e páginas de facebook de onde podemos retirar alguma inspiração.
E para além disso, pode funcionar como uma terapia: partilhar com os outros tudo aquilo que de bom temos feito. As nossas comidas, os nossos desabafos, as nossas experiências.
Nestes últimos tempos tenho-me apercebido de que cometo erros alimentares quando já passei há muito da hora em que deveria ter comido. Ou seja, para que isso não aconteça deixo-vos uma dica importante, que me tem ajudado bastante: levem a vossa comida para todo o lado. Não passem muitas horas sem comer. 
Comam para emagrecer.

E nunca se esqueçam: nós somos aquilo que comemos!


1 comentário:

  1. Pois é, Telma. Não estamos em dieta... estamos a ser saudáveis e isso também é comer, só que melhor! Às vezes até mais, mas sempre melhor!

    Sou nova nestas andanças dos blogues, mas a minha mudança de vida já a trago desde Janeiro, com menos 21 quilos deixados para trás... e uns outros 21 pela frente!

    Acompanha-me nesta "luta". Acompanhadas é tão mais fácil...

    Um beijinho,
    http://obiquinidourado.blogspot.pt/

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